top of page
Captura de Tela 2024-01-28 às 22_edited.jpg

O MAL QUE NOS HABITA

Com direção do argentino Demián Rugna, o longa – que teve sua estreia mundial durante o Festival de Toronto em 2023 – renova o gênero do terror com uma história de possessão sangrenta. O filme acompanha dois irmãos que encontram um homem possuído por um demônio, prestes a dar à luz ao mal que carrega, em uma aldeia remota. Na tentativa de se livrar do homem misterioso que os coloca em risco, eles acabam ajudando a libertar o que ele aprisiona.“O Mal Que Nos Habita” traz Ezequiel Rodríguez, Demián Salomón, Silvina Sabater e Luis Ziembrowsk no elenco principal e é produzido por Machaco Films, Aramos Cine e Shudder. A distribuição nacional é da Paris Filmes. 

NOTA: 6/10

O Mal Que Nos Habita é uma das grandes surpresas do ano passado, em que ficou muito conhecido pela propaganda boca a boca, dando ênfase que o filme é surpreendente para uma produção latina. 

Minha experiência com O Mal Que Nos Habita foi um grande misto de sensações, boas e ruins. No início, estava muito investido por a obra começar perdida, em que situações bizarras acontecem e o espectador, assim como os personagens, não sabe muito bem o nível da situação em que se encontram. Gerando tensão crescente. 

Eu sempre digo isso, se o filme quer me prender nos primeiros minutos, me apresente o conflito logo de cara ou alguma situação absurda. No caso de O Mal Que Nos Habita, a situação bizarra de possessão demoníaca.

Mas infelizmente, essa magia acaba quando novos personagens são jogados na trama e que cada um deles tem uma história e relação direta com os protagonistas do filme. O que antes era um grande começo, passou a ser um material com cenas faltando, dando a impressão que o filme começou pelo segundo ato. A obra sabe muito bem disso e se utiliza de diálogos extremamente expositivos para informar o espectador qual é o papel de cada um e o motivo deles estarem lá. E essas explicações não param por aí, elas continuam quando introduzem a Especialista que conhece todos os males que o grande vilão é capaz de fazer, deixando o filme chato e com cenas prolongadas.

Além dos pontos baixos, é de se destacar a abordagem diferente que o filme faz com toda questão de possessão demoníaca, tratando como uma grande doença que não pode se espalhar, em que ela deve ser contida para não causar uma epidemia. Também, não existe apelos aos clichês do gênero, não existe a necessidade da chamada de um padre para fazer o exorcismo, nada disso. Por causa da ignorância dos personagens e a localização que se encontram, é impossível a busca de respostas, justificando até decisões idiotas tomadas pelo desespero deles. São pessoas comuns diante da situação absurda, é de se familiarizar muito! E é claro, o filme proporciona momentos absurdos de extrema violência, sendo eles previsíveis pelas cenas que os antecedem, mas que quando acontecem, você não acredita no que está vendo na tela.

 

O ultimo ato do filme desanda muito, se tornando lento e até sem um clímax para finalizar toda a jornada, terminando com a sensação de que o filme foi uma montanha-russa, tendo suas decidas e subidas. E é claro, uma porta aberta para uma possível continuação.

0 Mal Que Nos Habita estréia dia 01 de fevereiro nos cinemas!

 

Bryan Lander, 

Crítico, Estudante de Cinema

Janeiro, 2023

ELENCO

Ezequiel Rodriguez, Demián Salomón, Silvina Sabater, Virgínia Garófalo, Emilio Vodanovich, Marcelo Michinaux.

ROTEIRO

Demián Rugna.

PRODUÇÃO 

Fernando Díaz e Roxana Ramos.

DIREÇÃO

Demián Rugna,

bottom of page