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Aquaman 2: O Reino Perdido

Um antigo poder é libertado e o herói Aquaman precisa fazer um perigoso acordo com um aliado improvável para proteger Atlântida e o mundo de uma devastação irreversível.

NOTA: 3/10

Tenho que admitir que sempre fui uma fã muito ávida de quadrinhos. Até hoje guardo minha coleção de HQs embaixo do meu sofá. Gostava demais dos filmes da Mavel, mas as histórias da DC desde pequena eram as minhas favoritas, então toda vez que a DC lançava um filme eu torcia demais para que desse certo.

 

Alguns Batmans se passaram e minha esperança ia e voltava. Quando anunciaram um universo inteiro baseado na Liga da Justiça fiquei animada demais, e depois do primeiro Aquamen ter feito mais de um bilhão de bilheteria eu achei que a era da DC ia chegar! James Wan, que dirigiu os dois filmes, não fez um trabalho extremamente excepcional, mas para um começo de franquia eu considerava um grande avanço, principalmente por introduzir um universo ainda não visto em live action.

 

Passando se quase 5 anos a sequência chega aos cinemas. Com uma pandemia, e o que podemos considerar uma certa crise no gênero de super-heróis, o filme chegou morno. Sem muita divulgação nem animação, banhado por polêmicas devido ao caso que a atriz principal do filme Amber Heard passou nesses últimos anos com seu divórcio extremamente público, a estratégia de marketing foi completamente pautada no trio de homens do filme, Jason Momoa, Patrick Wilson e Yahya Abdul-Mateen II. Nicole Kidman que no primeiro filme teve um papel relativamente importante, interpretando a mãe do personagem pricipal, some no filme.

A trama do segundo filme eu tem um forte laço com uma história tradicional de quadrinhos. O vilão Black Manta, já presente no primeiro filme, descobre um poder antigo na busca de vingança contra Arthur, o Aquamen, o que faz nosso herói ser obrigado á pedir ajuda ao seu irmão mais novo, preso devido às suas ações tiranas do primeiro filme. A volta do vilão é um ponto relativamente positivo, já que uma das grandes críticas a filmes de super-heróis é o desenvolvimento superficial dos antagonistas. Contudo, a falta de carisma de ambos os vilões não vende a trama e nem o desenvolvimento. O personagem Black Manta saí como um esteriótipo perturbado, enquanto o irmão, que possui uma personalidade interessante, aparece quase como um ponto de seriedade do filme para justificar o lado cômico carregado de Jason Momoa. 

Falando nele, sempre fui muito fã do ator por Game of Thrones e achei muito inteligente sua escalação como Aquamen. Porém no caso de Reino Perdido, vemos um personagem completamente descaracterizado e depois de algumas horas sentada fiquei me perguntando onde estava o Aquamen e saí da sessão sentindo era uma gravação com cenas de ação do ator sendo ele mesmo em tela. 

Queria começar a falar sobre as personagens femininas, porém não há o que falar, pois se juntarmos as cenas de todas não acumulamos 10 minutos de tela. 

Minhas 3 estrelas vão para a equipe técnica do filme, principalmente de efeitos especiais, que depois do desastre de Flash, conseguiu colocar a DC nos trilhos novamente em relação a criação de mundos fantásticos. A fotografia e a direção de arte são também um ponto alto do filme, sendo que a caracterização sempre é uma vantagem nos filmes da DC, mais do que a Marvel ouso dizer.

 

Já sobre o diretor James Wan, sinto que Aquamen 2 foi um retrocesso. Suas características marcantes estão no filme, mas foram eclipsadas por momentos de efeito que já fizeram sucesso em muitos filmes de heróis, inclusive temos uma cena final com um sentimento de dejavu de um certo filme sobre um homem com armadura de ferro da Marvel...

Aquamen 2 : O Reino Perdido está disponível nos cinemas.

​Marina Barancelli, 

Diretora, Produtora e Atriz

ELENCO

Jason Momoa, Johan Pilou Asbaek

ROTEIRO

David Leslie Johnson-McGoldrick 

PRODUÇÃO 

James Wan, Peter Safran

DIREÇÃO

James Wan

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